Meu filho não fala: por onde começar
Se a comunicação do seu filho está preocupando você, procurar uma avaliação é o passo mais útil — e dá para apoiar a comunicação dele desde já, sem esperar.
Esta página não avalia nada
Nenhum texto na internet consegue dizer o que está acontecendo com uma criança específica — e esta página não tenta. Ela serve para ajudar você a decidir procurar alguém, e para dar algo concreto para fazer enquanto isso.
Quem avalia é um profissional, olhando para a sua criança.
O que costuma levar as famílias a procurar ajuda
Não é uma lista de sintomas e não fecha diagnóstico. São situações que frequentemente motivam uma avaliação:
- Pouco ou nenhum balbucio no primeiro ano
- Não responder ao próprio nome
- Poucas palavras perto dos dois anos
- Ter dito palavras e depois deixado de dizer
- Não apontar nem mostrar objetos para compartilhar interesse
- Ser entendida em casa, mas não fora dela
- Frustração frequente nas tentativas de se comunicar
Sobre o conselho de esperar mais um pouco
É um conselho comum, às vezes vindo de gente próxima e bem-intencionada. O problema é que esperar é uma decisão como qualquer outra, e costuma ser tomada sem informação.
Uma avaliação não faz mal. Se estiver tudo dentro do esperado, você sai mais tranquilo. Se não estiver, você começou antes. Quem decide se vale esperar é quem avaliou a criança.
Com quem falar
Na rede pública, a unidade básica de saúde é a porta de entrada e faz o encaminhamento para os serviços de referência da sua cidade.
- Pediatra — costuma ser o ponto de partida e faz os encaminhamentos
- Fonoaudiólogo — fala, linguagem e comunicação
- Avaliação auditiva — ouvir pouco afeta a fala, por isso costuma ser um dos primeiros exames
- Terapeuta ocupacional, psicólogo, psicopedagogo — conforme o que a avaliação indicar
Como apoiar a comunicação enquanto isso
Comunicação não é só fala. Apontar, olhar, puxar pela mão, entregar um objeto, usar uma imagem — tudo isso é comunicação, e responder a essas tentativas costuma ajudar mais do que insistir na palavra falada.
Vale confirmar com o profissional que acompanha seu filho: o que funciona para uma criança pode não ser o indicado para outra.
- Dar tempo depois de perguntar, sem preencher o silêncio
- Nomear em voz alta o que a criança demonstra querer
- Oferecer escolha entre duas coisas visíveis, em vez de perguntas abertas
- Não condicionar o que ela pediu a dizer a palavra certa antes
- Reconhecer a tentativa de se comunicar, mesmo sem fala
Onde o Palavra Fácil entra
O Palavra Fácil é uma prancha de comunicação gratuita que abre no navegador do celular, tablet ou computador. As frases ficam agrupadas por categoria e cada botão fala em voz alta ao ser tocado, o que permite à criança pedir, recusar e dizer como está se sentindo antes de conseguir falar.
Ele apoia a comunicação; não substitui avaliação nem terapia.